Elaborado para se tornar uma ferramenta indispensável
para quem está começando o aprendizado da língua
portuguesa, Meu primeiro Dicionário Houaiss é uma
obra clara, atrativa e simples de ser consultada.
Liderada pelo filólogo Mauro Villar, a equipe de especialistas
do Instituto Antonio Houaiss criou um dicionário em que
as definições e a forma de emprego das palavras
na língua respondem às perguntas “que quer
dizer?”, “o que é?”, “para que
serve?”, “como funciona?”, “como é
usado?” etc., utilizando como resposta frases inteiras com
as próprias experiências concretas das crianças,
a sua vida quotidiana, as suas sensações. A estrutura
das frases se aproxima o mais possível das definições
espontâneas infantis, em afinidade com os seus interesses.
Além disso, essas definições trazem palavras
que podem ser encontradas no próprio dicionário.
A lista dos 2.960 verbetes levou em consideração
o universo vocabular infantil, especialmente da faixa de 6 a 8
anos, captado em seus livros de estudo e de diversão. Esses
dados foram cruzados com as entradas encontradas em outros dicionários
para essa faixa de idade.
O Dicionário seguiu o padrão de maior aceitação
infantil, com desenhos de cores vivas e traços alegres
e comunicativos como os das histórias em quadrinhos. São
296 ilustrações deste tipo, usadas para dar vida
às suas páginas de texto.
Meu primeiro Dicionário Houaiss acrescenta à estrutura
básica do verbete certas informações gramaticais,
adequadas ao ensino das primeiras sérias escolares. Alguns
exemplos:
- Indica-se a divisão da entrada em sílabas e a
sílaba tônica vem marcada em letras escuras.
- A seguir, informa-se sobre a classe gramatical da palavra.
- Registra-se o plural das palavras terminadas em –ão,
-al, -il, -ol, -ul, das silgas (como TV, por exemplo) e também
das palavras compostas com hífen.
- Nos casos das palavras que se escrevem da mesma maneira, mas
soam diferente, o dicionário lhes dá dupla entrada
e registra a sua pronúncia num texto com sombreamento colorido,
no fim do verbete.
- No caso dos verbos, vem indicada a conjugação
da primeira pessoa para o presente, o pretérito e o futuro.
O dicionário evitou o registro de palavras de língua
estrangeira. Evitaram-se também, em parte, as acepções
informais (gíria, coloquialismos), quer por ser o seu sentido
bem conhecido das crianças, quer pela necessidade de abreviar
ao máximo o número de acepções de
cada entrada.
Uma seção de anexos no final do dicionário
reúne material de dois tipos: os ilustrados (dinossauros;
pontos cardeais; sistema solar; corpo humano; nossas roupas; atividades
do dia; horas; estados e regiões do Brasil; formas geométricas
e cores) e quadros sem ilustração (partes do dia;
contagem do tempo; dias da semana; relações de tempo;
meses do ano; adjetivos pátrios dos estados e das capitais
do Brasil; uma parte gramatical e lingüística com
numerais, preposições, pronomes, sinais de pontuação
e acentuação) para auxílio nas salas de aula.